Fiquei meio sem tempo, e aproveitei para fazer um intervalo nas postagens diárias, para evitar ficar repetitiva. A verdade é que já estamos criando uma rotina, então não faz sentido ficar postando aqui todo dia pra contar que acordamos, passeamos, ela passou o dia bem.
Semana retrasada compramos o colar elizabetano, e ela está ficando com ele o tempo todo que está à toa em casa. Tiramos na hora de passear, e na hora de dar a ração dentro da caixa de transporte.
Isso diminuiu um problema para mim, que ficava o tempo todo tensa, com medo de que ela estivesse lambendo as patas, e fosse abrir outra ferida. Phoebe já teve um granuloma de lambedura (também conhecido como dermatite acral de lambedura), que é uma ferida que o cão abre com as lambidas compulsivas, e que não fecha, porque ele não para de lamber. Agora, submetida a stress, as chances de voltar são enormes. Por isso, está de colar até passar a fase mais difícil.
Já começou também a dormir melhor. Com o portãozinho, fica tranquila de que estamos por perto, e tem dormido bem. Agora que está com o colar, não temos mais nem a preocupação de acordar à noite quando ela acorda (ela sempre dá uma acordada no meio da noite, não tem jeito), é só esperar um pouco que ela volta a dormir.
Temos procurado manter a cozinha sempre limpa, o que acaba sendo uma vantagem para nós, inclusive. Qualquer cheiro de comida lá é suficiente para lançá-la numa busca frenética por qualquer grão de qualquer coisa.
Com relação a ficar sozinha, estamos fazendo uma mescla de táticas. Trouxe de BH os Kongs grandes, o que facilitou fazer o enriquecimento ambiental. Além disso, uma amiga veterinária sugeriu um remedinho (não é calmante, nem remédio controlado, ok?) que poderia deixá-la um pouco mais calma, facilitando que relaxasse na hora de sairmos.
Antes de sair, preparamos o enriquecimento ambiental. Pegamos a refeição da manhã, e às vezes um tiquinho mais, e distribuímos por Kong, brinquedos, escondemos pela casa, colocamos dentro de um pano amarrado. Deixamos também algo para roer, um ossinho de couro ou nylon, ou algum osso de verdade (mas nem sempre, porque ela chega a machucar a gengiva de tanta empolgação pra roer coisas duras).
Aí, damos o remedinho, entregamos alguma das coisas para ela começar a se entreter, e saímos. Já fizemos isso 4 vezes, e tem funcionado – estamos diminuindo a dose do remédio a cada vez, o objetivo é apenas ajudar a condicioná-la a relaxar quando vamos sair.
O resultado é que, nas nossas ausências, ela tem se entretido. Brinca, rói, sobe no sofá, dorme bastante. Ainda não estamos arriscando sair à noite, quando os latidos podem incomodar mais os vizinhos, mas as saídas diurnas por períodos não prolongados demais (cerca de 4h) já estão OK.
Viajamos para BH no fim de semana passado, e ela ficou com essa minha amiga veterinária, que tem outros dois Labradores. Ainda estamos tentando encontrar um hotelzinho de confiança mais perto de casa, para não ficar dando trabalho pra amigos a cada vez que vamos viajar.
Não tem nem um mês que Phoebe está conosco, e já tenho achado a cada dia mais fácil conviver com ela. Está mais carinhosa, menos ansiosa. Pede cafuné, coisa que nunca foi de fazer muito. Fica por perto, brinca, se esfrega de barriga pra cima em qualquer pedaço de pano que esteja no chão.
Devagarzinho, vamos melhorando. Mantenho vocês informados =)
P.S.: Tem um montão de fotos novas, mas não consegui passá-las para cá, agora. Faço um post só com elas, depois.





0 Respostas para “Diário da Phoebe – Atualização”