Alex e Eu

Irene PeppAlex&Euerberg era uma cientista. Originalmente formada em química, ela se viu irresistivelmente atraída pelo estudo do comportamento e da cognição dos animais, e das possibilidades de comunicação entre eles e nós, animais humanos. Abandonou a química, e, munida de um filhote de papagaio cinzento africano escolhido ao acaso numa loja de animais, iniciou suas pesquisas. Mal sabia ela que aquele papagaiozinho, que ela chamou de Alex (Avian Learning Experiment, a sigla em inglês para “Experimento sobre Aprendizado de Aves”), a tornaria famosa em todo o mundo, e mudaria a forma como cientistas e leigos enxergam as aves e os animais em geral.

Muito além de treiná-lo, ela desenvolveu com Alex um verdadeiro relacionamento, uma troca enriquecedora que lhe permitiu vislumbrar aspectos fascinantes da inteligência animal. Peregrinando de universidade em universidade, enfrentando dificuldades financeiras e problemas no casamento (que culminaram no divórcio), Irene perseverou, à medida que percebia que havia algo importante a se descobrir, ali.

Alex começou aprendendo a distinguir cores, formas e materiais. Aprendeu inúmeras palavras, e conseguiu inclusive combiná-las para dar nome a objetos desconhecidos (“banareja” para designar a maçã, “noz-rolha” para as amêndoas). Aprendeu a contar, a fazer operações matemáticas simples e conseguiu abstrair um conceito semelhante ao zero. Aprendeu fonemas, e soletrava palavras quando achava que não estava sendo bem compreendido (“Quero noz! N-o-z!”).

Porém, no auge das pesquisas, em pleno entusiasmo, Alex morreu subitamente, em seu poleiro, durante a noite. Tinha 31 anos de idade, e era considerado jovem para um papagaio – eles vivem, em média, 50 anos. Ainda assim, ele se tornou uma celebridade, e sua morte foi noticiada e lamentada nos principais jornais dos EUA.

O livro, escrito pela própria Irene, conta de uma forma emocionante as alegrias e dificuldades que viveu com Alex: os sentimentos que ele manifestava, tão semelhantes aos nossos, os incríveis progressos em seu aprendizado, os reflexos que as pesquisas sofriam pela vida pessoal de Irene, e vice-versa. É uma excelente leitura para percebermos quão próximos estamos dos animais não humanos, e quanto ainda temos que aprender com eles.

Aqui, um vídeo de Alex demonstrando suas habilidades:

E uma matéria da CNN sobre sua morte:

Alex e Eu

Autora: Irene M. Pepperberg

Editora Record

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