Diário da Phoebe – Dias 7 e 8

Ah, o fim de semana. Tudo fica mais fácil aos fins de semana, inclusive cuidar do cachorro. Com a ansiedade de separação, não estamos podendo deixar Phoebe sozinha em casa para fazer programas tradicionais, mas dá pra fazer bastante coisa com ela junto, então aproveitamos.

Sábado de manhã fomos conhecer a loja da Cobasi aqui no Rio. Já conhecia em SP, e achei a do Rio boa, mas menor. Compramos ossos de verdade e de couro para ela se distrair, brinquedos, caixas para guardar medicamentos e brinquedos, remédios. Phoebe fez o maior sucesso com os vendedores e os clientes da loja. Um monte de crianças, todas chegavam perto meio com medo, depois se soltavam e só faltavam subir em cima dela.

De lá, fomos até a praia. O dia estava nublado e com vento, só assim para conseguir uma vaga na orla da Barra da Tijuca. Sentamos num quiosque, tomamos água de coco. Ela ficou calma, deitadinha, pelo menos até chegar o pedido do pessoal da mesa ao lado – já disse que ela não pode ver comida, né? Mas dessa vez, tinha levado petiscos, e consegui que ela voltasse a prestar atenção em mim, atendesse aos comandos, e se distraísse da comida alheia.

Meu marido tinha me dado, de aniversário, um voo de asa-delta saindo da Pedra Bonita. Tínhamos marcado de ir às 10 da manhã, mas com a chuva, achamos que não ia rolar. Na volta da praia, resolvemos passar lá e ver se dava pra voar. Dava. Subimos para a plataforma, e ele e Phoebe me assistiram saltar, e depois me encontraram lá embaixo.

(O voo em si é sensacional, mas nem vou ficar entrando em detalhes aqui, né?)

O tempo todo ela estava alegre, andando bem na guia, quietinha no carro. Ela adora passear de carro, não pode ver a porta aberta que já entra correndo, e fica olhando pela janela.

Voltamos para casa, e um amigo do marido, de BH, que estava no Rio, convidou para sairmos. Fomos ao mesmo boteco de sexta-feira, que é barato e perto de casa, e onde dá pra ficar com o cachorro numa boa, em alguma das mesas da calçada. Dessa vez, exausta, ela inclusive cochilou, e não deu trabalho nenhum.

Dormiu bem a noite toda (e nós também, no sofá-cama). No domingo, tinha combinado de encontrar uma amiga na Barra, enquanto marido ficaria trabalhando. Essa amiga conhece a Phoebe desde filhote, e estava super a fim de revê-la.

O dia amanheceu lindo, lindo, um perfeito dia de outono, de céu limpo, sol, e vento fresco. Botei o cachorro no carro, e fui dirigindo pelo Alto da Boa Vista, curtindo a paisagem. Busquei a amiga, e fomos até a praia do Recreio, dessa vez. O lugar estava surpreendentemente tranquilo. Demos uma bela volta no calçadão, Phoebe fez amigos e partiu corações (um Labrador velhinho ficou latindo de tristeza depois que viramos as costas e fomos embora), tomamos a tradicional água de coco, e fomos.

Voltei pra casa com ela, marido já estava acabando de trabalhar, e fomos fazer almoço/jantar – já eram umas 4 da tarde. Aproveitei para treiná-la a ficar fora da cozinha. Colocamos o tapetinho dela ao lado da porta, e de vez em quando íamos lá e dávamos um petisco. Ela ficou quietinha o tempo todo enquanto cozinhávamos, sem ficar tentando roubar comida.

Na hora de comer, coloquei-a na caixa com um ossinho de couro. Estou tentando associar a caixa com todas as coisas que ela curte – dou as refeições dela lá dentro, e ela só ganha coisas de roer quando está na caixa. A princípio, ficou de olho em nós, depois relaxou e ficou lá, roendo, enquanto comíamos.

Saímos com ela mais uma vez, demos uma longa volta pelo bairro. Mas, ao invés de chegar em casa tranquila, voltou agitada, chegamos a temer que tivesse sofrido hiperaquecimento. Fiquei de olho, avaliando se seria necessário levá-la ao vet, mas aparentemente foi só cansaço normal, mesmo. Preciso me lembrar que ela se desacostumou de fazer exercício, e fazer mais paradas para descansar e beber água durante os passeios longos.

Infelizmente, logo na noite em que eu precisava que ela dormisse bem, para acordar cedo e bem disposta na segunda-feira, ela ficou agitada. Acordou de madrugada e começou a se lamber muito, custou a pegar no sono de novo (e eu também, já que ficava com as orelhas em pé esperando o que ela ia fazer), e só foi dormir pesado quando já era quase de manhã… Vai ser uma longa semana.

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1 Response to “Diário da Phoebe – Dias 7 e 8”


  1. 1 Gusmão 16 maio, 2011 às 9:39 pm

    Passei por algo parecido com a minha labradora (5 anos) , tive que optar deixa-la em floripa quando voltei para SP (ela morava comigo em SP, foi para floripa comigo ..sempre em casas) para morar em um AP! Lá em floripa ela mora com mais dois cães (um golden e um vira-lata) estou acompanhando tuas postagens sempre esperançoso de que seja possível adpta-la ao ap!

    Boa sorte com phoebe!


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