Diário da Phoebe – Dia 9

Na tentativa de reduzir ao máximo o tempo que Phoebe fica sozinha em casa, atormentando os vizinhos, decidimos agendar um banho no pet shop para a segunda-feira de manhã.

A noite de domingo não foi fácil, e acordei um caco na segunda. Saí, marido se dispôs a chegar um pouco mais tarde no curso para deixar Phoebe no pet shop no primeiro horário disponível (9h). Cheguei no trabalho meio pra baixo, acabei escrevendo esse post aqui no meu blog pessoal.

É meio desanimador ficar tentando encontrar soluções para os problemas, e precisar ter paciência porque eles só se resolvem com o tempo. Fico aflita, com medo de incomodar as pessoas do prédio, e acabo me sentindo meio incompetente como adestradora – embora o conselho que mais tenha repetido para todos os proprietários seja “tenha paciência”.

Fui buscá-la no pet shop na hora do almoço, e perguntei como tinha sido. Disseram que ela se comportou super bem durante o banho, mas que latiu muito por ficar sozinha. Novidade nenhuma. Aproveitei e comprei uma grade Tubline, para tentarmos dar uma solução definitiva ao arranjo da hora de dormir: instalamos a grade na porta do quarto, para que ela possa nos ver, mas não entre no quarto.

A Alê me sugeriu que deixasse Phoebe dormir no quarto, o que eliminaria o problema. Temos várias razões para não querer cachorro no quarto, e uma delas é inclusive a tentativa de diminuir essa relação grudada demais dela comigo. Meu objetivo, hoje, é dar a ela segurança para ser independente, fazer as coisas dela, e não ficar prestando tanta atenção em nós.

Marido ficou com ela à tarde, e precisava sair de novo à noite. Disse a ele para colocá-la na caixa de transporte, e dar um osso para ela roer. Só tenho dado ossos dentro da caixa, quando ela vai ficar sozinha – para que ela tenha motivos para querer ficar sozinha.

Ele fez isso, ela se interessou pelo osso, e ele saiu. Porém, precisou voltar para buscar o guarda-chuva, e, quando ela o viu entrar e sair de novo, lá se foi a calma.

Saí mais cedo da aula de espanhol, cheguei em casa, e o porteiro disse que não tinha ouvido latidos. Mas assim que subi, do lado de fora da porta ainda ouvi alguns latidos abafados, já que ela estava dentro da caixa. Bati na porta da vizinha, e ela me disse que Phoebe tinha latido bastante nesse período, sim.

Entrei em casa, e não fui logo de cara abrir a caixa. Tenho tentado ser o mais indiferente possível em relação às saídas e chegadas, de forma a evitar excitá-la muito. Tirei os sapatos, troquei de roupa, e nem olhei para ela. Ela deu uns dois latidos, ignorei. Só abri a caixa depois que ela estava quieta por um tempinho.

Dei a maior parte da ração dentro de brinquedos, para ela precisar ter trabalho. Ela se divertiu bastante, principalmente com um deles (nem sei o nome, gente, tem anos que comprei – UPDATE: achei!) que parece um disco voador, e ela tem que ir empurrando para a ração sair por um buraquinho.

Ela ficou ótima durante a noite. Tranquila, bem-humorada. Maridou chegou dali a uma meia hora com compras de supermercado, e ela ficou deitadinha no tapete dela, recebendo petiscos esporádicos, enquanto fazíamos o jantar. Mas dali a pouco foi se agitando, e vimos que não íamos escapar do passeio noturno. Estava chovendo, e primeiro tentamos só deixá-la solta na portaria do prédio, mas logo ela se enfadou daquilo, e tivemos que sair.

Felizmente, ela logo se cansou, e com uma caminhada de uns 15 min já estava bem mais calma. Mas continua se recusando a fazer xixi perto de casa. Se colocamos no carro, faz xixi onde chegar. Perto de casa, não faz de jeito nenhum. Cachorra fresca, sabe que está perto de casa e prefere ir no próprio banheiro…

Na primeira noite com a grade na porta do quarto, ela a princípio se estressou um pouco. Mas depois fui lá, fiquei um pouco perto dela, e quanto voltei pra cama, ficamos conversando com ela de longe, até ela se habituar à novidade. Dali a pouco entendeu que não estava presa, e foi dar voltinhas pela casa antes de dormir. Só relaxamos quando ela finalmente se enroscou e começou a roncar (e como ronca, caramba!).

Acordei umas três vezes durante a noite, quando percebia que ela estava se lambendo. Ao invés de dar bronca, fiquei quietinha no meu canto da cama, e bati um chinelo contra o outro, fazendo um estalido forte, para interromper o comportamento. Lamber as patas é comportamento compulsivo, auto-reforçador, e por isso difícil de resolver. Interromper o comportamento ajuda o cão a mudar o foco, e quebra o ciclo de compulsão.

Nas três vezes, funcionou perfeitamente. Ela parou de lamber, ficou quieta um pouco, e depois dormiu. Agora que definimos qual vai ser a forma de dormir, fica mais fácil estabelecer uma rotina, e, assim, diminuir a ansiedade dela. Ou, pelo menos, é o que espero.

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2 Responses to “Diário da Phoebe – Dia 9”


  1. 1 Alessandra Mosquera 17 maio, 2011 às 7:59 pm

    Oi Deb, essa técnica para desviar a atenção do cão quando está se lambendo eu não sabia, mas já fazia instintivamente. Pancho também tem compulsão por lamber as patas, e piorou muito depois que o Izan nasceu. Eu faço sssshhh quando escuto ele se lambendo e geralmente funciona mesmo.

  2. 2 aknethon 24 janeiro, 2012 às 12:38 pm

    Tenho uma dica muito boa de adestramento , vejam no site http://adestrar.opoderdacerteza.com.br com apenas 15 minutos por dia você pode adestrar seu cão.


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