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Diário da Phoebe – Dia 1

Phoebe é uma Labrador de 7 anos e meio, que morava em Belo Horizonte num quintal com Morgana, uma outra Labrador, de 5 anos. Eu, dona das duas, me mudei pro Rio de Janeiro. Não tinha como trazer as duas, não pensava em separá-las. Mas  Phoebe começou a ter probleminhas de velhice (vale lembrar que a expectativa de vida de um Labrador é de 10 a 12 anos, e, portanto, ela já está idosa). Estava obesa, porque ninguém tinha tempo para passear com ela, nem disciplina com a comida. Com isso, teve uma compressão da medula, e não estava conseguindo andar.

A decisão de tirar um cão idoso do lugar onde sempre viveu, e de perto das pessoas e cães com que está acostumado, não foi fácil. Mas ponderei que ela precisava de cuidados mais próximos, ou poderia não aguentar. Ela já estava parecendo debilitada. Levei-a à veterinária, que passou alguns remédios para aliviar o problema das patas, e me preparei para trazê-la comigo.

Viemos de carro de BH para o Rio sem problemas. Phoebe teve um bom treino de caixa de transporte, e fica quietinha em sua caixa durante as viagens. Fizemos duas paradas para que ela se aliviasse. Por ser uma viagem curta (5h de carro), não demos água, para evitar que ela precisasse fazer muito xixi.

Na chegada em casa, deixamos que cheirasse tudo, até os cômodos que não irá frequentar, como o nosso quarto e o banheiro. O olfato é o principal sentido dos cães, e é parte importante do processo de adaptação que eles se acostumem com os cheiros do lugar.

Nessa primeira noite, ela ainda estava bem estressada. Orelhas para trás, musculatura tensa, arfava e bebia água o tempo todo, andava de um lado para o outro. Evitei excitá-la mais ainda, falava baixo, fazia carinho. Ela acalmou um pouco.

Acertou o jornal para fazer xixi desde o começo – o treino de banheiro dela foi feito com cuidado, e reforçado ao longo do tempo. Nunca deixei de elogiar quando a “pegava no flagra” fazendo as necessidades no lugar certo.

A hora de dormir foi complicada. Queremos acostumá-la a dormir na sala, por isso não vamos deixar que ela durma no quarto, nem no começo. Decidi tentar ensiná-la a dormir na caixa de transporte, o que resolveria uma série de problemas. Coloquei-a na caixa, fechei a porta, fui para o quarto.

Dali a pouco, começamos a ouvi-la batendo a pata na porta da caixa e choramingando. Esperei um pouco para ver se melhorava, e foi só piorando. Sei que, se passasse o “extinction burst” (“explosão de extinção”, numa tradução livre), que é o período de intensificação do comportamento, ela iria provavelmente parar de latir. Mas isso aconteceria às custas de muito stress, e, possivelmente, bastante incômodo para os vizinhos.

Para evitar que ela intensificasse os latidos, esperei um intervalo de quietude, para não reforçar o comportamento indesejado, e fui lá abrir a caixa. Abri, não dei atenção a ela, e voltei para o quarto, fechando a porta. Ela então foi para perto da porta, cheirou, cheirou, cheirou, e começou a choramingar.

De novo, tive a mesma preocupação – que os choramingos virassem latidos e um belo problema com vizinhos – e esperei ela ficar calada alguns segundos para ir até lá e colocá-la na caixa de novo. Colocada na caixa, o problema anterior se repetiu. Resolvi, então, ir dormir no sofá, para deixá-la mais segura. Isso deu certo, ela se acalmou, e dormiu por ali – um sono agitado, mas melhor do que nada.

E lá se foi o primeiro dia de Phoebe no apartamento.


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